Rapidinha

Eu não sei o que eu quero, mas sei que quero.

Ps: Alguém sabe como fechar as torneiras lá de cima? Já deu desse clima de Londres aqui no meio do planalto central.

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Desabafo audiovisual

Pq Melissa Etheridge, numa das mais lindas composições da era do rock, diz exatamente o que tô com vontade de murmurar e nem isso consigo. Me chame de brega, mas se falaram melhor antes…


One mistake

All it takes, and your life has come undone.

É Gargabe, acertou denovo. Mas a melodia não devia ser tão animada…

Dúvida?

Hoje eu tava numa deprezinha básica que reconheci como abstinência de algumas pessoas. De uma no caso. E sei lá, não é pagando de bebê chorão, mas é normal você querer tanto uma companhia que a falta dela te deixa down? Vou pensar nisso vendo Ugly Betty, não tem bad mood que resista a isso.

Vinho

Pra minha sorte eu sei que sou um bêbado terrível. Sabe, daqueles que choram pitangas e falam o que não devem? Vinho está cortado da minha lista de bebidas, ao menos durante a primavera. Melhor mesmo seria cortar o álcool, mas uma coisa de cada vez.

Stress

Atendente: Daqui a uma semana passa aqui
Secretária do departamento: Deve começar a aula semana que vem
Professora: Atestado e nada pra mim é a mesma coisa.

Sério, quem eu tenho que chupar naquela UnB pra ela ficar do meu lado um pouco? Pq né, não posso confiar na UnB vou confiar ao menos em algo que eu sei que funciona.

E a freiada?

Dia 20/07 eu estava com a cabeça no futuro. Foi quando fiz o post da parada que dei na vida.
Vou abrir uma coisa assim, meio delicada. Maio desse ano eu tranquei o curso enquanto me agredia de forma nunca antes vista, numa explosão de um quadro depressivo que se arrasta desde o fim de 2004. Recebi a recomendação de recomeçar aos poucos, mas sempre tenho comigo o medo de ficar pra trás. O medo que vem junto do desejo que consome parte de minhas forças de realmente ficar pra trás, já que sempre esperaram de mim grandes coisas, das quais eu particularmente não consigo encarar como grandes.
Após meses parado, senti que poderia voltar com tudo, mas tem algo que preciso colocar pra fora antes que me devore. Eu voltei, eu tenho a situação num controle visual, mas ele não está nas minhas mãos. Pode estar, mas eu ñ tenho coragem de colocar as mãos em cima das minhas obrigações e fazer delas o que tenho ou o que quero fazer. E por mais que eu deseje isso, tem algo em mim que me impede. Eu sei o que fazer racionalmente, eu estou com a faca e o queijo na mão, mas é setembro e tudo está tranquilo e eu estou fazendo com que em outubro mesmo as coisas estejam um inferno na minha vida, deja vu do que me fez trancar o semestre passado. E isso é uma bosta gigante. Eu gostaria de me sentir capaz, eu gostaria de colocar a mão na massa, eu gostaria de ter algum controle sobre minha vida como habitante de uma cidade grande, mas eu ñ sou capaz de me esforçar para isso, me abrigando nos braços de um sofrimento que é constante, de uma frustração amarga, mas que é servida em porções que posso engolir. E o prato que eu montei no começo do semestre tá lá apodrecendo enquanto me sacio com pouco.
Mas exorcizar essas coisas com a escrita costuma ajudar…