Carnaval para fracos

Enfim, cansado dessa temporada de premiações, resolvi que ia começar a assistir alguns seriados pra matar o tempo. Como só terei aula no meio de janeiro, já consegui ver todas as temporadas de House (em uma semana), e depois terminei True Blood, Fringe, já tô no meio de Dead Like Me e, pra falar a verdade, tv nunca foi tão legal quanto agora.

Pra qm tiver de bobs, aí algumas recomendações.

30 rock (Sério, é brilhante)
Terminator: The Sarah Connor Chronicles
House
Heroes (A temporada engatou agora que voltou)
Lost (pra qm já viu aquelas 4, essa temporada tá sendo meio puxada, magina pra qm não viu? Mas vale a pena)
Ugly Betty

Ainda não me decidi sobre o que achei de Fringe. Pesa muito nos clichês, mas é o paraíso de todos os nerds em teoria, então…
E a terceira temporada de Skins tá me deixando triste :~
No mais… ficou a dica.

Heroes S03

Bem, Heroes é um seriado que ainda dividie muitas opiniões. Não vou colocar como última bolacha do pacote porquê não acho que seja pra tanto, mas a hype sobre o seriado não foi completamente sem motivo. Com uma primeira temporada ágil e descompromissada (diferente do que atenção sobre o seriado podia levar a crer), foi uma grata surpresa no ano marasmado. A história é recheada de clichês de quadrinhos, mas o que tornava a série digna realmente de nota foi o link de linguagens que gerou, garantindo que aquele seriado não se comportasse APENAS como boa obra televisiva.
A segunda temporada veio com a greve dos roteiristas e talvez tenha sido a série mais prejudicada por esta. Cenas de grande impacto surgiam como anti-clímax o tempo inteiro e tudo foi ficando cansativo, mesmo tendo menos da metade dos episódios da primeira. Era muita informação para pouco tempo e a saída da série de dizer que está numa tal primeira temporada dividida em capítulos ficou artificial e fajuta, obrigando a já criada fan base do seriado a esperar um ano por um pouco mais de série que concluísse as enormes lacunas da segunda, coisa que a primeira temporada contornou tranquilamente, e mais do que nunca as comparações com Lost ganhavam algum fundamento, já que Heroes abraçou o lado televisivo e sazonal para se tornar um primo pop de Lost (nesse caso, o pop pode receber qualquer carga pejorativa que tenha nessa palavra).
E alguns medos permanecem nessa terceira temporada. As lacunas até agora foram deixadas de lado e novas idéias começaram a explodir num roteiro que até então mantinha uma linearidade (que uma amiga minha diz ser na verdade o vazio de história, mas deixemos esse aspecto de lado). Rostos voltando em outros corpos, adquirindo novas dimensões, mudanças bruscas na personalidade de personagens, tudo isso grita nesses primeiros episódios de Heroes, mas é fato que o seriado resgatou o tom adotado pelos primeiros roteiristas (talvez até demais, esquecendo que existiu um capítulo/temporada dois mesmo que mutilado pela greve). E a morte de uma das cabeças chaves da segunda temporada só ressalta esse aspecto. Mas a presença de Ali Larter deixa claro que nem tudo foi descartado, só que ainda fica o mistério do que será feito com isso. E com a dança das cadeiras que ocorreu em apenas dois aspectos, pode ser tanto prazeroso (para os que estavam esperando) quanto revoltante (para críticos do seriado) imaginar o que ocorrerá nessa temporada.
Mas bem, considerando o fato de que, durante a primeira temporada, surgiram boatos de que a segunda seria com personagens completamente diferentes, ao menos o seriado está mantendo bem a relação construída com aquele universo enérgico e divertido. Resta esperar.

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