O amor é uma das sensações mais cruéis que o ser humano passará. Seja o amor conjugal, o amor fraternal, o ser humano não perdura, e sim ssuas ações. Estas duram para nos lembrar do que passamos e de como as coisas passaram. Sendo a própria felicidade um estado efêmero de humor, o amor está subjugado pelas mesmas leis.
Sendo o seu amor, ou o da pessoa amada, que acabou, ou mesmo o de nenhum, apenas a existência de um tendo acabado, o que sobram são as lembranças vivas de algo sem volta. Lidar com essa saudade é saber se ver livre da dor, anestesia que só vem com o tempo e leva embora o sentimento restante, deixando uma indiferença agridoce.
Mas todo ser humano passará, pois todos precisam de contato para serem humanos, e como cada um é algo infinito em possibilidades, esse apego que gera o amor surge, quer queira quer não. Pensar no fim é amargo, mas o antes e o durante do amor, que tem seu próprio calendário pois não há quem não tenha sua vida dividida em antes e depois de uma pessoa especial, é algo doce. E o amargo mostra o que era o doce, mas não fica imune à influência deste. Agridoce é o gosto completo do sentimento, ou gama de sentimentos, completos e complexos que é o amor.
Questão final de uma prova do segundo semestre de faculdade, respondida em poucos minutos restantes para o fim do tempo. Se alguém identificar o processo que vivenciei nessa época e permeia o texto ganha um doce. Dica: not a heartache.